quarta-feira, 29 de julho de 2015

Por onde começar?

Você está acima do peso, deseja emagrecer e não sabe por onde começar? Leia aqui algumas dicas para te ajudar...

1) Item obrigatório: agende uma consulta com o profissional nutrólogo ou nutricionista para montar um cardápio que se ajuste a sua rotina e preferências sem comprometer sua saúde. Evite cortar nutrientes da dieta sem saber a real necessidade! Não faça dietas da moda que podem acarretar prejuízos à você!
2) Enquanto aguarda a consulta, reduza as porções: corte pela metade o que você está acostumado a ingerir nas refeições, mais uma vez lembrando sem cortar os grupos alimentares principais. Você pode evitar as guloseimas, doces, frituras, refrigerantes...o que costumo chamar de "porcarias"....
3)Não basta desejar/ querer....tem que FAZER! Ficar somente pensando "eu queria tanto emagrecer  10 kg" sem traçar um plano de como isto será possível é frustração na certa. Costumo comparar com a compra do imóvel...a pessoa tem que se programar, escolher, calcular, visitar...não basta apenas olhar os anúncios....
4) Mude a rotina de atividades diárias: troque o elevador pela escada, desça uma parada antes ou depois para caminhar, estacione mais longe, vá a à padaria/farmácia/supermercado a pé, passeie mais com o cachorro, corra mais com os filhos....
5) Compartilhe os sucessos. Muitas pessoas falam dos deslizes, mas quando conseguem terminar bem um dia, oo fazer a atividade física, acham que foi obrigação e esquecem de contar, se parabenizar...Isso é o que mantém a motivação...exaltar os feitos positivos é uma das chaves para alcançar o objetivo;
6) Perdoe os deslizes e siga em frente. Ficar se martirizando porque não resistiu ao bombom, lamentar porque choveu e não foi malhar, ter a sensação do "coloquei tudo a perder" é o maior inimigo de ti mesmo....comeu o bombom, paciência, esquece e na próxima refeição volta ao teu plano traçado lá no item 3!
7) Retorne ao profissional que te acompanha. Muitos pacientes me dizem não voltar por vergonha de não ter conseguido fazer....ESSA É A HORA DE VOLTAR! De trabalhar as dificuldades, de ser guiado rumo ao objetivo, de refazer o cardápio, enfim, de pedir ajuda! E se conseguiu, é hora de manter o incentivo, a motivação, de traçar novas metas...o acompanhamento é muito importante!


terça-feira, 28 de julho de 2015

Deficiência de Vitamina D

Aqui na região Sul, nesta época do ano, os dias são mais curtos, nublados ou chuvosos. Isso prejudica nossa produção de Vitamina D, que vem da incidência dos raios solares na pele.
No link abaixo segue uma reportagem que forneci a Record em 27/07/2015 sobre este tema...

Falta de Vitamina D no Inverno

sexta-feira, 17 de abril de 2015

Sua saúde é o resultado das suas escolhas!!!

Vocês sabiam que as doenças crônicas, como Pressão Alta, Diabetes, tipos de Câncer estão intimamente relacionadas a falta de prática esportiva e maus hábitos alimentares?

Além disso, mais de 50% da população brasileira está acima do peso ideal. Este excesso de peso pode estar ligado a diversos fatores, como:

  • Distúrbios psicológicos (ansiedade, alteração do humor, pensamentos disfuncionais);
  • Sedentarismo;
  • Má alimentação
  • Patologias como distúrbios hormaonais e transtornos alimentares; 
O acompanhamento  médico especializado, associado ao acompanhemento psicológico, nutricional e atividade física são a solução para você perder peso e levar uma vida mais saudável.

Por isso apresento a vocês a NOVIDADE EM PORTO ALEGRE, uma equipe multifuncional composta por diversos profissionais da área da saúde (incluindo coach e personal gourmet), pronta para lhe ajudar a atingir seus objetivos.

Acessa lá nosso site e fique por dentro: 



terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Radicais Livres e Antioxidantes

Equilíbrio corporal

Certas cores de uma refeição podem indicar um prato rico em antioxidantes. Essas substâncias ficaram famosas nas últimas décadas por fazerem bem a saúde, devido a sua interação com os radicais livres. Para se aprofundar no assunto e entender melhor como funcionam esses radicais, como eles agem no organismo e porque são essenciais para o bom funcionamento do corpo, acompanhe as explicações da Dra. Jaqueline Coelho sobre o assunto.

1) O que são os radicais livres?
Os radicais livres são moléculas que constituem naturalmente o corpo humano e se formam devido a reações do organismo a infecções e estresse. Eles são compostos por uma parte, chamada elétron (de carga negativa), que estão sozinhos quando o normal é estarem em pares. A presença deste elétron “sozinho” torna esta molécula mais instável, tendo uma vida mais curta, reagindo rapidamente com diversos compostos (fenômeno conhecido como reação oxidativa) e podendo atacar as células do corpo. Seria como se um animal solitário, sem parceiro, passasse a atacar agressivamente os seus semelhantes.


2) Como eles agem no organismo?
Em grande quantidade, os radicais livres podem causar o chamado estresse oxidativo, fênomeno que danifica moléculas importantes como do DNA, das proteínas e das membranas celulares, podendo levar à morte celular também. O dano oxidativo é um dos principais mecanismos que promovem o câncer, doenças neurológicas como Parkinson e Alzheimer, doenças cardiovasculares,  diabetes, catarata, envelhecimento e doenças inflamatórias. O aumento desses radicais livres no corpo podem ser ocasionado por situações como: má alimentação, tabagismo, ingestão de bebidas alcoolicas, exposição a radiação UV, medicamentos e estresse psicológico.


3) Os radicais livres também são essenciais para o bom funcionamento do organismo?
Eles possuem funções fisiológicas no corpo humano, contribuindo para a comunicação entre as células, o englobamento de partículas ameaçadoras ao organismo, além de função bactericida, matando bactérias que invadem o sistema imunológico. Também contribuem para o relaxamento da musculatura lisa dos vasos arteriais e para a ação das plaquetas, responsáveis pela coagulação do sangue, impedindo que elas se agrupem e causem coágulos. Durante toda a vida há produção constante de radicais livres pelo organismo, (através de reações químicas associadas ao metabolismo basal) a qual é contrabalanceada por uma produção equivalente de antioxidantes, que visam neutralizar os efeitos nocivos à saúde desses radicais. Apenas quando esta neutralização não é possível é que acontecem danos ao organismo.


4) Como agem os antioxidantes?
Os antioxidantes, que agem por meio de diferentes mecanismos, neutralizam os radicais livres, reparam as membranas celulars e diminuem a produção de certas substâncias nocivas.


5) O que são antioxidantes?
Uma substância antioxidante é aquela capaz de proteger o organismo de efeitos oxidativos, ou seja, de inibir a ação dos radicais livres nas células.O corpo possui antioxidantes produzidos pelo próprio organismo e outros vindos de fora, principalmente dos alimentos. 
Para ter uma dieta rica nessas substâncias, isso envolve o consumo de no mínimo 5 porções de frutas e vegetais por dia, principalmente os de cores verde-escuras, amarelo ou alaranjados, como: cenoura, abóbora, laranja, acerola, espinafre, couve e brócolis. Nessa lista também entram vinhos, chás (vermelho, branco e verde), sementes, grãos, castanhas e amêndoas. Todos esses alimentos são excelentes fontes de antioxidantes, como selênio, vitaminas C, E, betacaroteno, licopeno, catequinas e flavonoides.

6) Há venda de antioxidantes em cápsulas. As pessoas podem comprar na farmácia e tomar normalmente ou só sob prescrição médica? Eles de fato são eficazes? Em que tipo de situações o médico recomenda? 
Até o momento não possuímos estudos científicos que comprovem que a utilização de cápsulas fornecem o mesmo beneficio das frutas e verduras in natura. Não recomendamos a utilização de polivitaminicos ou minerais nesta forma, mas sim o consumo de alimentos. Alguns estudos inclusive relacionam a utilização de cápsulas com certos tipos de tumores.

Entrevista cedida para Revista dos Vegetarianos edição n'98 - dezembro de 2014.

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Glúten...comer ou não comer?

Entrevista cedida para Gazeta Regional de Montenegro e região em setembro/2014.

No programa Globo Repórter, apresentado na última sexta-feira, falou-se muito 

a respeito do glúten.  Teríamos duas perguntas:

Gazeta Regional: Existem pesquisas científicas que relacionem o glúten ao aumento 

de peso ou que indiquem que essa proteína seja ruim para o nosso organismo (com 

exceção da Doença Celíaca)?

Atualmente temos muitas pesquisas relacionando uma sensibilidade maior ao 

glúten, não necessariamente sendo doença celíaca. Esta sensibilidade seria 

responsável por sintomas de flatulência, cólicas, desconforto abdominal, alteração 

do hábito do intestino, mas sem a gravidade da má absorção ou risco de câncer 

como ocorre na doença celíaca.

A sensibilidade ao glúten não está relacionada com ganho de peso, e alguns 

autores inclusive questionam se esta sensibilidade realmente seria apenas ao 

glúten ou se estenderia a outros compostos fermentedores presentes no trigo e em 

alimentos como a banana e beterraba.


Gazeta Regional: Foi mostrado o caso e um empresário que cortou o glúten da 

dieta e perdeu 23 quilos em um ano. O que leva à redução de peso: a diminuição 

da ingestão desta proteína ou a redução da ingestão do amido presente no trigo e 

outros grãos?

O indivíduo que necessita realizar uma dieta sem glúten pela Doença Celíaca ou por uma 

sensibilidade ao glúten precisa restringir sua alimentação de uma forma bem importante, 

como pães, pizzas, massas, fast-food, que, infelizmente, fazem parte dos maus hábitos dos 

brasileiros. Nos últimos 40 anos aumentamos o consumo de açúcar em 91% e o de biscoitos 

em 207%, em comparação diminuímos ao longo deste período o consumo de ovos em 46% e 

do feijão em 30%.

Entende-se perfeitamente, que ao realizar uma dieta sem glúten e se retirando trigo, aveia, 

malte (cerveja), achocolatados prontos, patês, embutidos ,temperos industrializados que 

possam conter glúten por contaminação, o paciente opte por inserir mais leite/derivados, 

frutas, verduras, carne, temperos naturais, contribuindo para o emagrecimento.

domingo, 31 de agosto de 2014

Mas é tão saudável....

Seguindo o post anterior, sobre alimentação saudável e ganho de peso, cito aqui os erros mais comuns no consumo de alimentos "saudáveis", algumas idéias erradas que adquirimos e como manter o consumo dentro do ideal para evitar o ganho de peso e auxiliar no emagrecimento! Fique ligado nessas dicas: 

# Alimentos integrais (biscoito, massa, pães): importante lembrar que os alimentos  integrais são considerados carboidratos. Chamamos de carboidratos complexos, são mais benéficos que os brancos por ajudarem no controle da glicemia e colesterol, mas se consumidos em excesso acarretam ganho de peso e podem descompensar doenças como a diabetes também. Um erro muito comum é comer uma quantidade maior (por exemplo, 2 fatias de pães integrais ao invés de 1), mas devemos consumi-los numa quantidade moderada para ter  benefícios.

# Oleaginosas (castanhas, nozes etc): as castanhas são muito benéficas por conterem gorduras boas, elementos como selênio e cálcio, mas são muito calóricas. Para se ter uma idéia, 20 castanhas do Pará fornecem uma boa quantidade de cálcio (em torno de 160 mg) mas possuem 650 cal.  A recomendação é de 2 a 3 unidades por dia.

# Laticínios: O erro mais comum é trocar o leite integral pelo desnatado e dobrar o tamanho da xícara! Ou excluir totalmentee eles da alimentação na tentativa de emagrecer. Leite e derivados são de extrema importância pela fonte de cálcio, vitamina B12 e auxílio na absorção da vitamina D presente nos alimentos. Se excluirmos totalmente a sua gordura, dificultaremos essa absorção da Vitamina D. O recomendado também é o consumo moderado, em média 3 porções por dia (200 ml de leite e/ou iogurte, 1 fatia de queijo) de produtos com gordura reduzida (leite semi-desnatado, queijo branco), não necessariamente sem gordura! Estudos bem recentes relacionam o consumo moderado de lacticínios com melhora dos índices de glicemia, pressão alta e até emagrecimento!

# Barras de cereais: aqui o cuidado deve ser com o conteúdo da barra. O erro mais comum é comprar a oferta do supermercado ou o sabor agradável sem prestar atenção no conteúdo. Algumas barras possuem gordura vegetal hidrogenada, responsável pelo aumento do colesterol ruim e queda do colesterol bom. Outras o teor de açúcar é grande. Não devemos nos fixar apenas na embalagem e numero de calorias, o importante são os ingredientes presentes na composição e a quantidade de fibras oferecida. Por vezes a barra pode ser mais semelhante a um chocolate do que cereal em si.

# Suplementos protéicos: proteína é um macronutriente, que possui calorias. 1 grama de proteína tem 4 cal, um suplemento com 30 g de proteína vai acrescentar na alimentação diária 120 cal (semelhante a 1 cacho de uva ou 1 col de sopa de atum ou 1 brigadeiro). Se a intenção é o emagrecimento, este número de calorias protéicas tem que ser somado no total de calorias do dia e substituído com a diminuição de outro macronutriente da alimentação (carboidrato, lipídio ou a própria proteína). O erro mais comum é entrar para academia e iniciar suplementos protéicos por conta ou com auxílio de profissional não capacitado para a prescrição. O ideal é sempre fazer uma avaliação com médico nutrólogo ou nutricionista.

# Isotônicos e água de coco:  Isotônicos não são água. Eles possuem carboidratos e minerais para a recuperação de atividades físicas intensas, que normalmente ultrapassam 1h e levam a perdas de líquidos e minerais pelo suor. 1 garrafa de isotônico (500 ml) possui 120 kcal.Se usados de forma rotineira como substitutos de água acarretam ganho pondera
A água de coco tem baixa caloria e é muito saudável, raramente ocasionará ganho de peso.

# Mel – erro mais comum substituir açúcar por mel. Mel e açúcar possuem as mesmas quantidades de calorias. A diferença é que o mel é mais nutritivo, trazendo benefícios para alimentação. Podemos substituir sim, mas de forma controlada, não ultrapassando 2 col chá por dia.

 Azeite de oliva – excelente fonte de gorduras boas, mas infelizmente as pessoas costumam usar ele para fritar. Quando aquecido perde suas propriedade benéficas, se tornando semelhante aos óleos comuns. O ideal é utilizar in natura, para tempero dos alimentos já prontos e/ou salada, de uma maneira controlada, até 2 col sopa por dia. Uma dica saudável é não fritar os alimentos em óleo (pular a fase do “refogar”) e após o alimento pronto acrescentar o azeite de oliva.

# Frutas – O consumo de frutas deve ser variado ao longo do dia. O maior erro é consumir as 3 porções por dia recomendadas em uma única refeição. Outro erro comum é a repetição da fruta, consumindo a mesma várias vezes ao dia. Variando as frutas teremos nutrientes diferentes ofertados (vitaminas e minerais principalmente), e ao longo do dia uma melhor absorção destes nutrientes, que acabam competindo pela absorção quando consumidos em conjunto. Variando as porções praticamente se evita o ganho de peso.

# Sucos (verde, etc.) – Erros comuns: utilizar suco em pó (refresco) ou suco de caixinha achando que está consumindo suco natural. Os sucos industrializados tem muito pouco da fruta e muito mais de conservantes e açúcares. Sucos em pó na verdade possuem sabor da fruta e apenas 1% dela. Normalmente o apelo do marketing é trazer o refresco em baixa caloria, mas ele perde no conteúdo de sal adicionado e pela ausência de nutrientes.
Os sucos naturais trazem os mesmos nutrientes e benefícios da fruta, mas por necessitarem de uma quantidade maior da fruta para o preparo de 1 copo se tornam mais calóricos. Dentro de uma alimentação equilibrada e com a prática da atividade física eles são muito bem vindos, mas como substitutos das frutas não devem se tornar rotina. Por exemplo, 1 laranja possui 66 kcal, para fazer um suco necessitamos de no mínimo 3 laranjas, ou seja, 198 kcal para 200 ml.

# Supergrãos (chia, amaranto, quinoa etc): são excelentes fontes de fibras e nutrientes. A chia, por exemplo, é rica em ômega 3 e antioxidantes, mas 25g dela (equivalente a 4 colheres de sopa) possuem 148 kcal. O recomendado destes alimentos, assim como as farinhas de linhaça e aveia, é 2 col sopa por dia.

# Alimentos vegetarianos e veganos: os vegetarianos ou veganos devem cuidar sua alimentação quanto ao uso excessivo de carboidratos. Um erro clássico é retirar a carne e aumentar o consumo de massas, arroz, batatas, ocasionando um ganho ponderal, visto que o carboidrato simples (branco) não tem o mesmo poder de saciedade da proteína. Deve-se aumentar o consumo das verduras e frutas pelo maior teor de fibras e nutrientes, além do nosso típico feijão acompanhado do arroz de forma moderada, para fornecer aminoácidos essenciais ao organismo.

# Óleo de coco: como qualquer outro óleo, é gordura saturada. Todo consumo aumentado de gordura pode ocasionar ganho de peso e alterações no colesterol. Para se ter uma idéia, 1 col de sopa de óleo de coco tem 135 kcal, já 1 col sopa de manteiga tem em média 75 kcal.

# Alimentos sem glúten: o glúten é uma proteína presente em grãos como o trigo e cevada. Alimentos sem glúten são para pessoas que possuem intolerância a esta proteína. O alimento é feito sem a farinha de trigo convencional, mas esta é substituída por outro farináceo como linhaça, tapioca, polvilho, não necessariamente sendo mais saudável ou menos calórico que o convencional.

# Chocolate: O chocolate pode ser extremamente benéfico se bem escolhido e consumido moderadamente. Quanto mais cacau ele tiver na sua composição, menos gordura e açúcar também estarão presentes. O indicado é possuir mais de 55% de cacau para ser rico em flavonóides, triptofano (um composto que atua no nosso sistema cerebral) e estimular a liberação de endorfinas provocando sensações de prazer e bom humor. O consumo deve ser de 25g de chocolate até 3x/sem.

Entrevista cedida para Jornalista Aline Mendes - publicada em parte na Revista Women Health edição 70 de agosto 2014