Aqui na região Sul, nesta época do ano, os dias são mais curtos, nublados ou chuvosos. Isso prejudica nossa produção de Vitamina D, que vem da incidência dos raios solares na pele.
No link abaixo segue uma reportagem que forneci a Record em 27/07/2015 sobre este tema...
Falta de Vitamina D no Inverno
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terça-feira, 28 de julho de 2015
quinta-feira, 13 de junho de 2013
Vitamina D - qual sua importância?
Uma pesquisa inédita da Sociedade Brasileira de
Endocrinologia revela que as mulheres do sul do país têm maior deficiência de
vitamina D. Além da osteoporose, que é um problema decorrente dessa carência,
alguns especialistas indicam outros problemas, que nos chamaram a atenção:
doenças cardiovasculares, diabetes, câncer do intestino e desequilíbrio
neuromuscular.
Com a sua colaboração, queremos abordar a falta de vitamina D no organismo.
1 – Quais às reações do corpo à carência dessa
vitamina e como ela atua no organismo?
A deficiência de vitamina D resulta em
anormalidades do cálcio, fósforo e metabolismo ósseo. Ela diminui a absorção
intestinal do cálcio e fósforo, aumentando os níveis de um hormônio chamado
PTH, que libera o cálcio do osso para corrente sanguínea na tentativa de
equilibrar o cálcio que não foi absorvido corretamente. Isso leva à uma
diminuição da densidade mineral do osso e sua fraqueza, resultando em
osteopenia, osteoporose e fraturas.
Nos idosos também é comum a fraqueza muscular
ocasionada por esta deficiência, o que aumenta a chance de quedas e fraturas.
2 – Em quais alimentos encontramos esta vitamina?
Além disso, como repor a carência no sul do país?
A maior fonte de vitamina D é a exposição solar sem
protetor, pois o protetor solar bloqueia os raios UV, responsáveis por esta
síntese na pele. A pele negra e de
idosos produzem menos vit D que a pele
branca e de adultos jovens.
Poucos alimentos contém naturalmente vitamina D,
como o salmão, sardinha, cogumelos shitake, gema de ovo e óleo de fígado de
bacalhau. Nos Estados Unidos, muitos alimentos são fortificados com vitamina D,
como leites, iogurtes, manteigas, sucos de laranja, cereais e pães.
Para repor esta carência, precisamos avaliar não só
um exame isolado de vitamina D, mas também
o hormônio PTH e a história clínica deste paciente. Dependendo do grau, podemos
repor apenas com a exposição solar de pernas e braços por 10 min/dia antes das
10h ou após as 16h e/ou de forma medicamentosa através de suplementos.
3 – Que outros benefícios a vitamina D traz ao
organismo? E em excesso, o que pode acarretar?
A Vitamina D
é um potente hormônio regulador do crescimento celular. Algumas evidências
sugerem que ela ajuda a regular o crescimento celular e prevenir a progressão
de alguns tipos de tumores como mama, intestino, pulmão e próstata.
Muitas linhas de pesquisa defendem o conceito de
que a deficiência da Vitamina D pode estar envolvida no desenvolvimento e/ou
progressão de várias doenças como o câncer, hipertensão, doença cardiovascular,
doença neuromuscular, osteoartrite, diabetes e outras doenças autoimunes (Artrite
Reumatóide, Doença Inflamatória Intestinal, Lupus Eritematoso Sistêmico).
Apesar destas evidências, mais estudos em humanos são necessários.
A ingestão excessiva de vitamina D pode causar
fraqueza, náuseas, perda de apetite, dor de cabeça, dores abdominais, câimbras e
diarreia. Ainda mais grave, pode elevar a concentração de cálcio no sangue, com
aumento da pressão, desenvolvimento de cálculos renais e calcificações de
tecidos dos rins, coração, pulmões e vasos sanguíneos
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