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domingo, 4 de maio de 2014

Redução das horas de sono = Predisposição à Obesidade

   Sabe-se que os principais fatores relacionados à obesidade são os genéticos, a quantidade e qualidade da dieta e redução da atividade física. Contudo, outros fatores vêm sendo implicados no expressivo aumento das taxas globais desta doença. Nesse sentido, a redução das horas de sono tem apresentado importante correlação com a Obesidade.
   Desde a criação da iluminação artificial, as pessoas tem reduzido progressivamente as horas de sono devido a maiores oportunidades de trabalho e entretenimento à noite. E hoje, essa prática é culturalmente valorizada pela sociedade como sinônimo de eficiência e produtividade. No entanto, é durante o sono que ocorre a a secreção de alguns hormônios, a regulação da pressão arterial e de funções cognitivas.
   Diversos trabalhos mostram que a redução das horas de sono está relacionado ao aumento do peso corporal, fato que se observa inclusive em crianças. Acredita-se que o mecanismo responsável por isso seja um desequilíbrios nos hormônios que regulam a fome e a saciedade, chamados leptina (responsável pela sensação de saciedade e redução da ingesta alimentar - com diminuição dos seus níveis) e grelina (maior ingesta alimentar com o aumento dos seus níveis).
   Além disso, algumas pesquisas destacam que a redução do período de sono aumenta a resistência à insulina, levando ao aumento dos níveis de glicose (um estado chamado pré-diabetes) em indivíduos saudáveis. Fatores comportamentais também são observados, principalmente em trabalhadores noturnos que, durante o período de privação do sono, além de terem uma maior oportunidade para ingesta alimentar, tem preferência por alimentos mais calóricos. 
   Por isso, o recomendado é dormir de 6-8h para adultos e 8-10h para crianças e/ou adolescentes.             Mantenha seu sono em dia e previna a Obesidade!

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Obesidade: perspectivas para o futuro...

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"Estamos produzindo um novo material para revista Integrativa, que vai abordar a obesidade e suas perspectivas para o futuro, pensando na prevenção. Para isso, gostaríamos de contar com sua contribuição para comentar algumas informações de pesquisas que trazemos abaixo:"

Cientistas da Universidade de Cambridge, na Inglaterra, identificaram uma mutação no gene “KSR2” que retarda o processo de quebra da glicose e dos ácidos graxos, o que pode levar à redução da atividade metabólica. Com isso, as pessoas sentem um aumento na vontade de comer ainda quando crianças, mas, com a taxa metabólica reduzida, são incapazes de queimar tudo o que consomem. Entre os mais de dois mil pacientes analisados, cerca de 2% deles apresentaram mutações no gene. Há algum tempo, pesquisadores de todo mundo já estudam pessoas que têm em seu DNA, “instruções” específicas que as tornam mais propensas a acumular gordura.

Com base nessas informações e em outros estudos que indicam fatores genéticos que predispõem as crianças a desenvolverem  obesidade desde cedo, quando é o momento ideal para começar a prevenção na infância e de que forma isso é feito? Como isso vai refletir no futuro, principalmente no que toca o desenvolvimento de outras doenças, como câncer e diabetes?
Costumamos salientar que o momento ideal é na mulher jovem, antes dela gestar. É de conhecimento da comunidade científica a “Programação metabólica uterina”, onde o embrião/feto recebe estas informações genéticas e inicia sua programação para o desenvolvimento ou não destas doenças como o Diabetes e o Câncer na vida adulta. Agora, supondo que esta mãe não realizou um acompanhamento prévio e nem durante sua gestação, ao introduzir novos alimentos na alimentação do bêbe, que pode ser apartir dos 4 ou 6 meses, deve fazer com certos cuidados e precaução, com orientação de seu médico pediatra, nutrólogo pediatra ou nutricionista infantil.

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Para 2030, o sinal é vermelho. Estima-se que naquele ano, 42% dos adultos norte-americanos serão obesos, e cerca de um quarto desse grupo estará com níveis alarmantes de obesidade. No Brasil, o problema caminha a passos largos. Mais da metade dos brasileiros estão acima do peso e quase 16% são considerados obesos, segundo o Ministério da Saúde.

Sabe-se que a alimentação desregrada, causa da obesidade entre a maioria dos americanos, é muito “copiada” no nosso país. As comidas rápidas oferecem a ilusão de serem mais saborosas e também proporcionam um consumo mais rápido, o que contribui para o ritmo frenético de trabalho. Como podemos substituir os alimentos consumidos por aqui, esses mesmos que refletem o caos da saúde dos EUA?
A indústria do Marketing ainda é muito forte, com apelo principalmente às crianças e aos jovens. O primeiro passa seria os pais cobrarem do Governo políticas que coibissem essas propagandas, como exemplo do que foi feito com o cigarro. Atualmente os comerciais de refrigerantes estão ligados a felicidade, os de fast-food à prática esportiva...as cantinas do colégio oferecem este tipo de alimentação...como não virar um adulto com estes maus hábitos?
Oferecer no colégio, na faculdade, na lancheria da esquina do trabalho,  lanches rápidos e saudáveis, como um sanduíche natural integral, um iogurte com granola, um suco natural com cookies integrais. Não é tão mais caro e nem mais difícil, é questão cultural, de mudança de hábitos de quem vende e quem compra.

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O perigo para saúde vai além das 26 doenças que a obesidade pode estar relacionada. O câncer de mama andou ao lado desse problema em cerca de 75 mil procedimentos ambulatoriais no SUS, em 2011. Casos de câncer de estômago também foram relatados por causa de sua relação com a obesidade, e 1.900 pessoas foram internadas por causa do peso e o câncer de esôfago.

Sabendo disso, doutora, qual o peso da dieta na prevenção do câncer?
Atualmente, cada vez mais se reconhece que vários componentes da dieta são capazes de modificar os riscos de câncer. Nos últimos 5 anos inúmeros estudos evidenciaram que há uma relação clara e nítida entre o aparecimento de determinados tipos de câncer e a alimentação.
As frutas e verduras possuem compostos bioativos como flavonoides, vitaminas, fibras capazes de  atuar no DNA da célula sadia e da célula cancerosa. Um estudo muito recente nos mostra que pacientes que ingeriram mais frutas e verduras tiveram um menor número de câncer dos que não chegaram a 3 porções/dia.
A alimentação balanceada, rica em frutas e verduras, ainda é a melhor opção para prevenção.


Fontes pesquisa:



segunda-feira, 19 de novembro de 2012

SAÚDE DO HOMEM

   Atualmente, no consultório,  percebi um aumento no número de atendimentos aos homens. Acredito que o programa semanal de domingo, evidenciando um jogador de futebol na sua luta contra a balança, tenha sido um incentivo para a procura.
   Os homes chegam ao consultório mas recatados, e após a antropometria (medida de peso, altura , circunferência abdominal e cálculo do IMC) logo se comparam: estou melhor que o Ronaldo! Pois bem, esse grande jogador de futebol chegou aos 118 kg e 107 cm de circunferência abdominal, tendo um IMC de 34,9 (Obesidade). Fumante e com hábitos alimentares pouco saudáveis, resolveu mudar de vida.
   Realmente, os homens precisam se conscientizar. Eles ainda morrem 7 a 8 anos antes das mulheres.
   Os números do câncer no nosso estado do RS, em 2012, para homens são: Pele (7800 novos casos), Próstata (4270 novos casos), Pulmão (4180 novos casos), Intestino (2680 novos casos) e Estômago (1230 novos casos). No Brasil, as doenças cardiovasculares são a principal causa de mortalidade, e até os 50 anos, os homens são mais acometidos que as mulheres.



   Todas estas doenças são passíveis de prevenção, mas para isto é necessário a procura ao médico, a realização de exames de check-up,  melhora da alimentação,  prática de atividade física e abandono ao tabagismo.
   Vamos lá homens, inspirem-se !!!!

segunda-feira, 19 de março de 2012

O Cálcio como prevenção das doenças!

   O Cálcio tem um papel fundamental no metabolismo e prevenção de doenças, como a Obesidade, Hipertensão, Osteoporose. A maior parte dos adultos acredita não precisar mais de leite e acaba diminuindo sua ingestão ao longo dos anos, favorecendo o aparecimento destas doenças;
   A dose recomendada de Cálcio para adultos é de 800 a 1000 mg/d. Considerando que um copo (200 ml) de leite tem em média 240 mg, se faz a orientação de 3 porções de leite e/ou derivados por dia.
   Mas as  pessoas que possuem intolerância ou alergia ao leite? E os vegans? Bom, podemos encontrar o Cálcio em fontes vegetais também, mas em menor quantidade. Além disto, alguns alimentos possuem os chamados "fitatos", substâncias que dificultam a absorção de outros nutrientes - por isso o cálcio vegetal é menos absorvido que o animal. Boas fontes vegetais de cálcio são os vegetais folhosos de cor verde-escura, tofu, leite de soja, tahini (sementes de gergelim moído), amêndoas, figos e algas, mas para se atingir a mesma quantidade de um copo de leite seria necesário 3 xícaras de rúcula crua/d ou 2 xícaras de couve cozida (235 mg). Alguns leites de soja, original ou saborizado, já vem enriquecido com Cálcio (240 mg/ 200 ml), sendo uma boa porção para o dia. Também  já possuímos iogurtes de soja fortificados com Cálcio, tudo isso devido às recentes pesquisas comprovando seus benefícios.
   Então, deseja prevenir doenças? Coloque mais cálcio na sua alimentação!

  


segunda-feira, 28 de novembro de 2011

O milagre do óleo de côco?

Venho escrever este post da mais nova "febre" do consumo alimentar: o Óleo de Côco Virgem! Por ser bem palatável, é de fácil utilização para quem procura aliar uma dieta saudável, atividade física e tratamento de patologias como obesidade e colesterol alto.

O óleo de coco virgem não é um medicamento, e sim um alimento complementar
coadjuvante na prevenção de diversas doenças. Por isso, deve ser consumido
diariamente para que o organismo obtenha uma reserva de ácidos graxos, presentes nele.
Não há uma dose certa a ser recoemndada justamente por não ser um medicamento, devendo prevalecer o bom senso adotado para outros alimentos associados a benefícios de saúde como o chocolate amargo, o vinho tinto, o chá verde e outros. Nos países onde o consumo do óleo de coco faz parte da rotina alimentar, o uso pode ser equivalente a 30 a 45 mL por dia (2 a 3 colheres das de sopa ao dia). Pessoas em dietas com restrição de gorduras (hipolipídicas), devem começar com pequena quantidade (1 col chá/dia) e avaliar com seu médico ou nutricionista seu uso.
   Na aquisição é fundamental a certificação de que óleo é extraído a frio, ou seja, que ele seja extra virgem / virgem, e não refinado.O óleo virgem tem uma capacidade antioxidante maior que o refinado, provavelmente pelos seus compostos fenólicos.
LEMBRE-SE: Nenhum alimento faz milagre. A melhor forma para perder peso e tratar doenças é aliar uma alimentação saudável à prática de exercícios físicos.

Onde encontrar "Óleo de Côco Virgem Dr. Orgânico" (Porto Alegre - RS):
Farmácia ARS Curandi
Praça Conde de Porto Alegre, 16
Centro
Tel.: (51) 3228-6933
Reserva Natural Farmácia de Manipulação
Rua Mostardeiro, 170
Independência
Tel.: (51) 3222-4892
De Conto Farmácia de Manipulação
Av. Independência, 546
Independência
Tel.: (51) 3225-2767


sexta-feira, 15 de julho de 2011

Cirurgia Bariátrica - Tipos de procedimentos

   Após o paciente passar pelas avaliações citadas no post anterior, decide-se qual dos procedimentos será realizado conforme experiência do cirurgião e características do paciente. As técnicas dividem-se em Disabsortivas , que diminuem a absorção dos nutrientes por desviar o trânsito do intestino; Restritivas que diminuem a capacidade do estômago ou mistas, que unem os dois tipos.

# TÉCNICAS RESTRITIVAS: tendem a produzir uma perda de peso gradual, variável e transitória. Entre as utilizadas no Brasil, temos a Banda Gástrica ajustável e o Balão Intragástrico. Produzem efeitos colaterais como vômitos, náuseas, dor abdominal.


# TÉCNICAS DISABSORTIVAS: pouco utilizadas pelo número de complicações, como desnutrição e deficiência de nutrientes. Temos a Derivação Biliopancreática com Gastrectomia Vertical (Duodenal Switch), utilizada em pacientes com obesidade severa (IMC > 50)



# TÉCNICAS MISTAS: Gastroplastia Vertical em Y-de-Roux (Fobi e Capela) é a mais utilizada entre as cirurgias por ser primariamente restritiva e com baixo componente de malabsorção No seguimento de um ano, perde-se 35% do peso inicial.
                                     Derivação Biliopancreática (Scopinaro): mais malabsortiva, seu uso é limitado pelos altos índices de complicações.



   Os cuidados pós-cirúrgicos iniciam logo nos primeiros dias, com a dieta priorizando proteínas e hidratação. Após se progride de líquida para pastosa até chegar a sólida. Trabalha-se a reeducação alimentar e o aprendizado, trata-se as possíveis complicações e mantem-se o acompanhamento indefinidamente, com exames laboratoriais e suplemetação dos nutrientes.

domingo, 27 de março de 2011

NUTROLOGIA E A SÍNDROME METABÓLICA (SM)

   A SM é a doença endócrina mais comum da atualidade e tem sua importância pela relação direta com o risco de doença cardiovascular, levando a um aumento da mortalidade geral em 1,5 vez. Ela vem crescendo em todo o mundo não só em adultos como também em crianças e adolescentes.
   Existem fatores como a predisposição genética, mas é necessário um ambiente desfavorável - como alimentação inadequada e sedentarismo - para que indivíduos geneticamente predispostos desenvolvam a síndrome.
   O diagnóstico é baseado em alguns critérios, que podem variar conforme a entidade definidora (OMS ou NCEP-ATP III, entre outras). Conforme o NCEP, a presença de 3 ou mais dos seguintes critérios diagnostica a SM:
# Circunferência abdominal > 102 em homens ou > 88 em mulheres
#Triglicerídeos > 150
# HDL < 40 em homens ou < 50 em mulheres
# Pressão arterial > 130/85
# Glicemia de jejum > 110
   Resumidamente, pode-se afirmar que pacientes obesos, hipertensos e com dislipidemia (todas já comentadas no blog) podem desenvolver a Síndrome Metabólica.
   Alguns fatores estão associados à síndrome, mas não fazem parte de seus critérios diagnósticos, como aumento do ácido úrico, doença hepática gordurosa não - alcóolica(esteatose), síndrome dos ovários policísticos, tabagismo, sedentarismo, doença cardíaca e acidente vascular encefálico (derrame/isquemia)
   O tratamento inclui, primeiramente e principalmente, modificação comportamental. A terapia de escolha consiste na perda de peso por meio de uma dieta adequada combinada com atividade física regular. Isso levaria à diminuição da circunferância abdominal, com melhora da glicemia e dos fatores de risco já citados. Paralelamente deve-se tratar a hipertensão, a dislipidemia, a diabetes e a obesidade com medicações específicas, se necessário.

segunda-feira, 21 de março de 2011

OBESIDADE

   Segundo o Consenso Latino- Americano, a Obesidade é uma doença crônica com característica de pandemia, que diminui a expectativa de vida da população de todas as idades. Trata-se de uma doença endócrino-metabólica, com forte base genética, que se manifesta quando se associa os fatores do meio ambiente, tais como alimentação hipercalórica e/ou hipergordurosa e sedentarismo.
   O diagnóstico da obesidade inclui o peso corporal, o IMC (índice de massa corporal) e a circunferência abdominal. Pode-se avaliar a quantidade de gordura corporal através da Bioimpedância elétrica, onde um aparelho transmite ao paciente uma corrente elétrica através de 2 ou 4 eletrodos colocados de um lado do corpo. Também pode-se verificar a porcentagem de gordura através das pregas cutâneas.
   O aumento do peso corporal aumenta os riscos de desenvolvimento de Hipertensão (HAS), doença cardíaca, dislipidemia, Diabetes tipo 2, apnéia do sono, osteoartrite, infertilidade e alguns tipos de câncer.
   O tratamento proposto é dieta hipocalórica combinados com 30 min de atividade física de intensidade moderada e medicamentos específicos se necessário. O tratamento é difícil e lento e a terapia comportamental (atendimento psicológico semanal, individual ou em grupo, por 6 meses ou mais) pode ser de grande ajuda.
   Após atingido o peso ideal, são necessárias medidas para evitar o ganho de peso durante a fase de manutenção, tais como: manter dieta hipocalórica, automonitoramento do peso e alimentação, atividade física regular.